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Sou uma pessoa muito apaixonada pelo Brasil e pelo Rio de Janeiro, que é a minha casa. Desejo mudanças positivas para nós e acredito que um dos caminhos para vivermos momentos melhores seja reavaliando a nossa economia e o empreendedorismo.

Existem cariocas muito criativos e empreendedores, mas vale ressaltar que empreender não é simplesmente abrir um negócio. Ser, de fato, um empreendedor é bem mais que isso. É trazer ideias ousadas e ter um quê de inovação e coragem, fatores que fazem toda a diferença em um negócio. Precisamos de mais pessoas assim, como também precisamos daqueles queiram investir nesses empreendedores. Assim, com a economia girando vamos, finalmente, sair de uma situação amarga e paralisada para um ambiente de negócios favorável, onde seja possível levar o sonho de empreender adiante com mais facilidade.

Na Segunda- Feira, dia 9/07, fui para o WeWork Carioca, um lugar bárbaro, que abriga várias empresas e pessoas de diferentes vertentes, para conversar e trocar ideias com o Apolo Lira da Make AB, um mega empreendedor de 29 anos que já realizou muita coisa bacana e está com um projeto novo. Ele explicou que o empreendedor vive em um mundo de oportunidades e que muitas delas surgem em momentos de crise, pois começamos a pensar no que poderia ser feito de forma mais barata e inteligente, que retorne melhor benefício para a sociedade.

Há oito anos Apolo criou a Easy Food Nutrebem, uma startup de meio de pagamento digital com uma plataforma de nutrição muito bem desenhada e desenvolvida, focada em uma alimentação saudável melhor gerenciada. A partir desse trabalho, soube identificar as quatro fases que formam  a base da estrutura do negócio de startups:

1) A ideia

2) A validação

3) O crescimento

4) A escalada

Para ele, a mais complexa de todas é a escalada porque depende de uma série de fatores, não só do momento de um país, mas de todo seu trabalho ter sido feito de forma correta desde o início. Além disso, outra questão que dificulta o desenvolvimento de startups é o custo de vida muito alto no Rio de Janeiro, que é o primeiro entrave a ser observado e analisado. Por esse motivo, o Brasil tem mais empreendedores jovens, aqueles que fazem faculdade e ainda são dependentes financeiramente dos pais.

Falta para eles conhecimento, falta para eles experiência no setor. Deve-se entender que para abrir uma empresa é necessário estudo e nível de gestão que talvez poucos dominem e, infelizmente, por conta disso, a cada 10 startups 1 de fato, realmente, decola. Startup não é brincadeira. A estrutura deve ser muito bem montada. Do que adianta ter uma ‘’Ferrari’’ como startup mas vender para poucos? Para dar certo, o profissional deve ter uma expertise maior e consciência de que a quantidade de energia que vai depositar em uma startup é muito maior do que em um emprego normal.

Apolo Lira, mega empreendedor, em um bate-papo sobre empreendedorismo com Adriana Balthazar, do Partido NOVO.

Depois de sua explicação, quis partir para as perguntas e questionei: A crise é um fator que torna o brasileiro mais criativo? Ele me respondeu que sim, os brasileiros são mais alegres, criativos e resolvem problemas de maneiras diferentes. No entanto, a  maioria da população vem de uma cultura de não querer assumir riscos. A maioria deseja segurança acima de qualquer coisa, mas arriscar faz parte do negócio de startups e isso é um obstáculo a ser vencido. Outra questão que levantei foi se as mulheres são mais empreendedoras que os homens mas, de acordo com o Apolo, o número é bem distribuído nesse setor.

Quanto ao trabalho que vem desenvolvendo atualmente, a Make AB tem um pouco mais de um ano e veio por uma necessidade do setor elétrico. Lá eles trabalham com empreendedorismo e recrutamento. No setor de energia, às vezes tomamos susto com o valor da conta, porque não existe nenhum tipo de inteligência que mostre exatamente de onde o custo vem e eles têm pensado em como resolver esse problema para facilitar a vida dos clientes. A comunicação com o consumidor é ainda muito básica e simples, o que pode tornar difícil a venda do serviço, por isso é bom estabelecer com o consumidor uma relação que tenha mais valor que a própria energia elétrica.

Com isso, podemos concluir que tem muita coisa bacana acontecendo, a situação caótica existe mas também existe gente procurando por novas soluções. Temos que ouvir esses empreendedores. Quero trabalhar muito para uma educação mais empreendedora se concretizar e se tornar possível. Empreender vai se tornar mais fácil se lutarmos contra as barreiras econômicas e burocráticas e, por mim, isso vai rolar! Vamos empreender, vamos renovar tudo, vamboraaa Rio!!!

Quer me ajudar a renovar o Rio?

 

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