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Fico sempre muito brava quando percebo a forma como o pessoal dito “de esquerda” se apropria de algumas pautas. Quem disse que lutar pela causa da mulher não é preocupação de outras vertentes ideológicas?
Um dos pontos que gostaria de levantar e que eu discutia muito no Conselho das Mulheres empresárias da Associação Comercial, é a questão da licença maternidade.
No Brasil, nós, mulheres, temos 4 meses de licença maternidade (ou até mais, podendo emendar com as férias). Enquanto isso, o pai da criança tem direito a apenas 20 dias (no máximo) ausente do trabalho. A licença é totalmente necessária, mas o resultado dessa discrepância é óbvio: a mulher acaba sendo preterida e desvalorizada no mercado de trabalho. Seu custo para a empresa se torna altíssimo!
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Equilíbrio de tempo de licença maternidade e paternidade deveria ser uma realidade no Brasil.

Outros países encaram essa questão de maneira bem diferente. Na Noruega, por exemplo, desde 2012, pai e mãe podem desfrutar do tempo de 14 semanas com o filho, o que demonstra que, no país, homem e mulher têm a mesma importância no mercado de trabalho e não existe diferença de tratamento por conta do gênero. Já na Espanha, as mães têm direito a 16 semanas de licença, enquanto os homens têm somente 2 semanas mas, caso a mãe queira, tem a opção de compartilhar esse tempo com o pai. Outro país, que oferece certo equilíbrio nesta relação, é a Itália, onde a mãe tem direito a 154 dias de licença e o pai 91 dias.
Nesses países, o primeiro ganho é a flexibilidade de tempo para que ninguém se sobrecarregue sozinho, afinal os dois têm responsabilidade sobre a criança. O homem pode não amamentar, mas todos os outros cuidados ele pode dividir com a progenitora. O segundo ganho é a igualdade de tratamento entre homens e mulheres no mercado de trabalho. No Brasil, os empregadores dão preferência a contratar homens, muitas vezes porque não querem ”perder” seu funcionário por tanto tempo assim. O mercado é selvagem, não adianta.
Por que igualar as licenças entre pai e mãe não é uma opção no nosso país? Isso seria uma bandeira a qual todas nós deveríamos nos apegar! Não só nós como os próprios homens! A diferença é imposta e começa na legislação brasileira que não ajuda na inserção ou manutenção da mulher no mercado de trabalho, e isso estimula o preconceito contra nós!!
Reflitamos!
Ah, e é sempre bom lembrar: lugar de mulher é na rua, em casa, na política, onde ela quiser. Onde nós quisermos!

Quer me ajudar a renovar o Rio?

 

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